Já que insistiram para que compartilhasse nosso “conhessimento” e “esperiemcia” com o mundo…
E olha que eu desisti de circular os erros…
Alunos and Causos and Habiçurdos! and Nova Geração and Provas and Só rindo 2:01 pm
Já que insistiram para que compartilhasse nosso “conhessimento” e “esperiemcia” com o mundo…
E olha que eu desisti de circular os erros…
Causos and Idéias soltas 4:46 pm
Este é o tema que tem me assombrado estes últimos dias: “como aprender a aprender?” Sei que a frase soa ridiculamente mas está aí uma habilidade que não é treinada nas escolas. Em toda minha carreira acadêmica, ninguém nunca parou para me ensinar como eu deveria aprender.
Nossos currículos estão cheios de matérias que vão sendo lancadas pelos professores para que os alunos pesquem uma coisa ou outra. Na prática, devido à estrutura do sistema, resolvemos decorar de forma apressada (ou colar num pedaco de papel) toda aquela série bizarra de coisas aparentemente inúteis que nos foi jogada e gospí-las de volta na hora da prova.
Assim como o papel da cola é jogado fora depois da prova, tudo aquilo que decoramos também é jogado na lata de lixo mais próxima dentro dos 5 minutos que se sucedem após a prova. Você provavelmente se recorda de alguma situacão onde não lembrava como resolveu determinada questão da prova – que eventualmente acabou de fazer, diga-se de passagem.
O problema é que não aprendemos. Vamos virando máquinas para processar um conteúdo e gospí-lo de forma relativamente processada na outra ponta. Infelizmente, no caminho do processamento, pouco ou nada agregamos de pensamento crítico ao conteúdo sendo processado.
Percebi essa dificuldade enquanto estudante e depois mais contundentemente como professor Universitário.
Certa feita um professor distribuiu uma série de textos e pediu que os alunos lessem e indicassem os pontos que não concordavam com o texto. Foi um desafio gigantesco para a maioria dos alunos pois o mestre não queria um simples resumo do texto; ele não queria que os alunos lessem e depois guspissem o mesmo texto com outras palavras. Isso é fácil! Ele queria que os alunos entendessem o texto (o que é totalmente diferente de ler) e depois pudessem concatenar uma série de outros conceitos e experiências pessoais para poder realizar – de modo crítico – uma lista dos pontos com os quais não concordava com o texto.
Como professor fiz um teste de interpretacão curioso. Realizei um exame com 2 questões cada qual com um tema – A e B – e pedi que utilizassem respectivamente duas abordagens treinadas em aula – X e Y. As respostas corretas seriam aquelas onde A fosse discorrido com o uso de X e B fosse discorrido com o uso de Y (algo como AX e BY). No exame seguinte eu apliquei exatamente as mesmas questões – A e B – só que inverti as abordagens: pedi que discorressem com o uso de Y e X (ou AY e BX ao invés de AX e BY).
Embora as respostas precisassem ser totalmente diferentes, grande parte dos alunos concluiu que eu era algum idiota retardado e estava aplicando a mesma prova duas vezes. Não foram capazes de interpretar o que estava escrito e terem um mínimo de visão crítica.
Precisamos aprender a aprender.
Causos and Hora do café and Música and Só rindo alunas, Alunos, diversão, educação, escola, mestre, professor 8:18 pm
Talvez pelo fato de ser jovem, sei lá, sempre que digo que sou professor as pessoas dão indiretas e querem saber das “histórias”. Sim, “histórias de alunas”, subentendido.
Não, nunca tive nada com alunas (mesmo que alguns duvidem). Não por falta de oportunidades, mas por achar errado, mesmo. Há uma relação de poder envolvida e não me agrada tal situação. Além disso, muito é “fetiche de professor”: alunas que se sentem atraídas pelos professores, como os alunos da 3ª série que se sentem atraídas pela professora de português. Passou o semestre, elas esquecem.
Mas, sim, tenho histórias engraçadas a contar, que conterei em outras oportunidades. Hoje vim postar uma música da banda Os Seminovos, de Uberlândia, chamada “Ao Mestre com carinho”.
A letra segue abaixo. Aproveite e fique também com um vídeo bem divertido que tem a música como fundo.
Ao Mestre Com Carinho
Os Seminovos
Você é minha aluna,
Não entre nessa
Você tem 19 anos e eu…
Não interessa
Esqueça o que rolou depois
daquela festa de formatura
Você no fogo de milhões de hormônios
E eu de fogo, na maior secura
Eu resisti o ano inteiro
Fiquei na minha
Vendo você na primeira fila
De míni-saia e sem calcinha
Deixei de agir como profissional
No exato momento
Em que rolou aquela prova oral
Aplicada no estacionamento
Já te expliquei:
Alguma coisa aqui está fora do normal
Nenhuma boa aluna implora pra levar pau
Te ver assim de joelhos
Aos meus pés, baby, me chateia
Impossível dialogar
Com você falando assim, de boca cheia
Meu corpo não foi o primeiro,
Estou ciente
Antes de mim você deu prazer
A outro corpo, o corpo docente
O que explica sua nota 100
Em Botânica e Literatura
Menina, te conheço bem
Já explorei toda a sua cultura
Nós não precisamos ser
Perfeitos
Me guarde na sua lembrança
Na minha vou guardar
Seu par de peitos
Eu tenho filhos, tenho mulher
E não quero ter uma segunda
Por isso se você me vir com ela
Não belisque mais a minha bunda
Vou repetir…
Alguma coisa qui está fora do normal
Nenhuma boa aluna implora pra levar pau
Maior que nós é a verdade que não quer se calar:
O que eu te ensinei é muito bom,
Mas não é matéria de vestibular…
PS.: A dica é do Chorik