Disciplinas ajudam alunos a refletir e tomar decisões segunda-feira, mar 2 2009 

Disciplinas ajudam alunos a refletir e tomar decisões
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Após quase 40 anos, as disciplinas de filosofia e sociologia foram novamente incorporadas ao currículo do ensino médio, em junho de 2008, com a entrada em vigor da Lei nº 11.684. A medida tornou obrigatório o ensino das duas disciplinas nas três séries do ensino médio. Elas haviam sido banidas do currículo em 1971 e substituídas por educação moral e cívica.

A nova legislação deu força de lei ao Parecer nº 38/2006, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que tornava obrigatória a inclusão de filosofia e sociologia no ensino médio sem estabelecer, no entanto, em que série deveriam ser implantadas. Na época, as duas disciplinas já eram adotadas em instituições de ensino médio de 17 estados brasileiros.

De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão Alvarenga Craveiro, a escola brasileira, de um modo geral, carece muito de uma dimensão crítica e analítica. “Não dá para deixar esse trabalho para fazer depois, quando o estudante chegar à universidade”, diz. Em sua opinião, a escola precisa trabalhar com a metodologia investigativa desde o início e, no ensino médio, os conteúdos de filosofia e sociologia, temas que são extremamente importantes do ponto de vista da cultura escolar, também proporcionam uma metodologia muito mais intensiva em relação ao aspecto de refletir e tomar decisões a partir de uma análise da realidade.

Para Clélia Brandão, o conteúdo da filosofia é extremamente importante, pois dá a visão de desenvolvimento, das relações entre as pessoas. “Para construir a cidadania, o cidadão precisa estar preparado para enfrentar a complexidade deste mundo. Uma das exigências é que ele tenha capacidade de selecionar informações e refletir sobre o que acontece no mundo”, justifica.

Formação – O Brasil tem carência de professores de filosofia para o ensino médio, mas o problema não é isolado. Também faltam professores de outras disciplinas como física, química, matemática, biologia, português e artes. Segundo dados do último censo escolar, cerca de 350 mil professores em exercício não possuem formação em nível de graduação e aproximadamente 300 mil atuam em área diferente daquela em que se graduaram.

O Parecer nº 8/2008 do CNE criou a chamada segunda licenciatura, voltada especificamente para o atendimento de professores que estão lecionando disciplinas para as quais não têm a graduação específica. É o Programa Emergencial de Segunda Licenciatura para Professores em exercício na educação básica pública, a ser coordenado pelo MEC em regime de colaboração com os sistemas de ensino.

Além disso, decreto assinado em janeiro deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu a política nacional de formação de profissionais do magistério. A União deverá atuar em regime de colaboração com estados, municípios e o Distrito Federal para a formação inicial e continuada de professores para as redes públicas da educação básica estaduais e municipais. A formação para os professores faz parte das metas do Plano de Ações Articuladas (PAR).

Mais informações sobre esse e outros temas podem ser encontradas no Jornal do Professor.

Fonte: Portal Educação

Dica de Prof. Sergio.Jr

Brasil: Pioneiros, mas sempre atrasados! segunda-feira, mar 17 2008 

Recomendo a leitura dessa matéria na agência Fapesp:

http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8566

Mostra como o Brasil patina, patina, patina, na sua (r)evolução tecnológica, que está mais para ré-volução tecnológica, sendo esse ré o mesmo da marcha…

Tecnologia de Papel quarta-feira, fev 13 2008 

Deixo aqui a dica de outro site de professores, mas este com foco em tecnologia. É o Computador de Papel.

Para quem curte, o site tem material muito bom

http://professored.wordpress.com/

Pérolas quarta-feira, dez 19 2007 

Já que insistiram para que compartilhasse nosso “conhessimento” e “esperiemcia” com o mundo…

E olha que eu desisti de circular os erros…

pérolas

Só para Mágicos e Finlandeses quinta-feira, nov 29 2007 

Uma grande empresa recrutava novos gerentes recentemente. Os requisitos básicos se resumiam em:

Os candidatos precisam ter pelo menos duas graduações, sendo uma delas MBA em Economia, Marketing ou Negócios. Outro requisito é ter dois anos de experiência profissional, de preferência nas áreas de telecom, TI, mídia ou consultoria.

Além disso, é necessário ter morado em pelo menos dois países e ser fluente em duas ou mais línguas, sendo o inglês obrigatório.

Numa primeira olhada achei os requisitos altos demais. Ter um MBA mais experiência profissional mais morado em dois ou mais países e falar inglês e pelo menos mais uma língua! Sinceramente? Depois de anos de rodagem, ainda estou longe desses requisitos.

E pior: a empresa estava buscando novos talentos, ou seja, recém-formados!

Olhando para o sistema acadêmico Finlandês entretanto fiquei muito assustado. A grande maioria dos recém-formados já sai das faculdades com boa parte desses requisitos senão todos.

Assim que o aluno entra na faculdade ele já é direcionado para um plano de mestrado. Para chegar ao MBA é só escolher as matérias e o diploma correto. Nada mais.

Os alunos têm várias oportunidades de estágio muitas vezes no exterior dentro de programas de intercâmbio. É bem comum que alunos façam vários intercâmbios em vários países antes de se formar. Tudo financiado pelo governo, vale lembrar.
No processo, aprendem as línguas locais e, claro, ainda têm o inglês e o finlandês que já são obrigatórios desde o primário.

Já o nosso processo tupiniquim é complicado. Entrar numa boa faculdade requer ou resultados excepcionais e dedicação total (para o sistema público) ou um apoio financeiro por detrás (para o caríssimo sistema privado). Em ambos os casos, o apoio financeiro acaba sendo obrigatório porque estudar no sistema público sem ter como comer ou chegar até a faculdade é um problema. A maioria dos estudantes acaba precisando se dividir em sub-empregos para auto-financiar de forma bem limitada os seus estudos – que não podem ser muito caros – lembre-se.

Mesmo dentro do universo das melhores faculdades do país, não são todas que possuem acordos de intercâmbio internacional. O inglês, embora matéria de vestibular, é mau explorado no primário e secundário. Chegam nas faculdades um batalhão de alunos que reclamam se um professor passa bibliografia em Inglês.

Conseguir um Finlandês recém-formado que se encaixe nos requisitos é bem simples. Um brasileiro, muito complicado.

Perguntas ou Respostas? segunda-feira, nov 5 2007 

Para pensar:

“O melhor educador é o que gera uma fonte de perguntas em seus alunos, e não o que é uma fonte de respostas prontas. As respostas prontas produzem servos; o questionamento, pensadores. Jesus deu poucas respostas, mas provocou inúmeras perguntas.”

Augusto Cury, baseado em Platão

Aprender a Aprender quinta-feira, out 4 2007 

Este é o tema que tem me assombrado estes últimos dias: “como aprender a aprender?” Sei que a frase soa ridiculamente mas está aí uma habilidade que não é treinada nas escolas. Em toda minha carreira acadêmica, ninguém nunca parou para me ensinar como eu deveria aprender.

Nossos currículos estão cheios de matérias que vão sendo lancadas pelos professores para que os alunos pesquem uma coisa ou outra. Na prática, devido à estrutura do sistema, resolvemos decorar de forma apressada (ou colar num pedaco de papel) toda aquela série bizarra de coisas aparentemente inúteis que nos foi jogada e gospí-las de volta na hora da prova.

Assim como o papel da cola é jogado fora depois da prova, tudo aquilo que decoramos também é jogado na lata de lixo mais próxima dentro dos 5 minutos que se sucedem após a prova. Você provavelmente se recorda de alguma situacão onde não lembrava como resolveu determinada questão da prova – que eventualmente acabou de fazer, diga-se de passagem.

O problema é que não aprendemos. Vamos virando máquinas para processar um conteúdo e gospí-lo de forma relativamente processada na outra ponta. Infelizmente, no caminho do processamento, pouco ou nada agregamos de pensamento crítico ao conteúdo sendo processado.

Percebi essa dificuldade enquanto estudante e depois mais contundentemente como professor Universitário.

Certa feita um professor distribuiu uma série de textos e pediu que os alunos lessem e indicassem os pontos que não concordavam com o texto. Foi um desafio gigantesco para a maioria dos alunos pois o mestre não queria um simples resumo do texto; ele não queria que os alunos lessem e depois guspissem o mesmo texto com outras palavras. Isso é fácil! Ele queria que os alunos entendessem o texto (o que é totalmente diferente de ler) e depois pudessem concatenar uma série de outros conceitos e experiências pessoais para poder realizar – de modo crítico – uma lista dos pontos com os quais não concordava com o texto.

Como professor fiz um teste de interpretacão curioso. Realizei um exame com 2 questões cada qual com um tema – A e B – e pedi que utilizassem respectivamente duas abordagens treinadas em aula – X e Y. As respostas corretas seriam aquelas onde A fosse discorrido com o uso de X e B fosse discorrido com o uso de Y (algo como AX e BY). No exame seguinte eu apliquei exatamente as mesmas questões – A e B – só que inverti as abordagens: pedi que discorressem com o uso de Y e X (ou AY e BX ao invés de AX e BY).

Embora as respostas precisassem ser totalmente diferentes, grande parte dos alunos concluiu que eu era algum idiota retardado e estava aplicando a mesma prova duas vezes. Não foram capazes de interpretar o que estava escrito e terem um mínimo de visão crítica.

Precisamos aprender a aprender.

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